AUTORIZAÇÃO DE RESIDÊNCIA
PARA INVESTIGADORES EM MOBILIDADE

(ART.º 91.º C DO REPSAE)

Documentos Necessários:

O nacional de Estado terceiro com título de residência ‘investigador’ ou ‘mobilidade investigador’ concedido por um Estado membro da União Europeia que pretenda permanecer em território nacional para realizar investigação num organismo de acolhimento reconhecido em território nacional, incluindo atividade docente, durante um período superior a 180 dias , deve formular junto do SEF um pedido de autorização de residência para mobilidade de longa duração (assim como para os seus familiares por via do reagrupamento) – Mobilidade de longa duração.

O pedido é apresentado presencialmente, em impresso próprio, assinado pelo requerente, junto com:

  • Duas fotografias iguais, tipo passe, a cores e fundo liso, atualizadas e com boas condições de identificação, exceto nos postos com atendimento SIGAP
  • Passaporte
  • Certificação profissional, quando exigível
  • Seguro de Saúde ou Inscrição na Administração Fiscal e Segurança Social, quando aplicável;
  • Certificado de registo criminal do país de origem, ou do país de última residência onde tenha residido há mais de um ano;
  • Comprovativo dos meios de subsistência, conforme previsto na Portaria n.º 1563/2007, de 11/12
  • Comprovativo de que dispõe de alojamento;
  • Autorização para consulta do registo criminal (ver impresso) -(exceto menores de 16 anos)

Documentos Específicos:

  • Autorização de residência do Estado Membro onde reside;
  • Contrato de prestação de serviços, ou
  • Bolsa de Investigação Cientifica, ou
  • Convenção de Acolhimento;

Nos termos do n.º 2 do art. 91.º B, os investigadores admitidos em Centros de Investigação oficialmente reconhecidos (listagem a definir pelos membros do Governo responsáveis pela área da ciência e ensino superior cf. n.º 5), estão dispensados da apresentação dos documentos de comprovativo da posse de meios de subsistência, de alojamento e de inscrição na Segurança Social quando aplicável.

Notas:

  1. Em caso de permanência em TN inferior a 180 dias por cada período de 360 dias (Mobilidade de Curta Duração), o investigador em mobilidade é dispensado do cumprimento de quaisquer formalidades, sendo-lhe exigível passaporte válido, sob condição de não estar interdito de entrar em espaço Schengen.
  2. O pedido de concessão de autorização de residência deve ser apresentado no prazo de 30 dias após a entrada em TN, ou se o investigador beneficiar do disposto no nº1 do art. 91-C, deve apresentar o pedido 30 dias antes do termo do prazo de 180 dias ali previsto.
  3. Em caso de renovação, a autorização de residência para mobilidade de longa duração vigora mesmo que o título de residência emitido pelo outro Estado Membro tenha caducado.
  4. As decisões proferidas sobre o pedido, são comunicadas, por escrito, ao requerente e às autoridades do outro estado membro que emitiu a autorização de residência, no prazo máximo de 90 dias a contar da data da respectiva apresentação.
  5. Por regra a autorização de residência para Investigadores tem a validade de um ano, renovável por dois anos nos termos do art. 78º desde que se mantenham as condições de concessão.
  6. Sempre que a autorização de residência tenha sido emitida por Estado Membro que não aplique o Acordo Schengen (Roménia, Bulgária, Inglaterra, Irlanda, Escócia), pode ser exigido ao investigador declaração da entidade de acolhimento que especifique as condições de mobilidade. Neste caso os membros da sua família deverão ter a autorização de residência válida emitida por outro Estado Membro e comprovar que estão a acompanhar o investigador.
  7. Nos termos do n.º 3 do artigo 97.º do REPSAE, os investigadores podem exercer uma atividade docente nos termos da lei. Não podem exercer outras atividades face à exclusividade da atribuição de bolsas de investigação.
  8. Taxas